A prótese peniana é um dispositivo implantado cirurgicamente no interior dos corpos cavernosos para restabelecer a rigidez em homens com disfunção erétil refratária. É a terceira linha de tratamento: entra em discussão depois que o tratamento oral e as injeções intracavernosas falharam, não são toleradas ou não se aplicam ao caso. A decisão exige entender um ponto central: o implante modifica permanentemente o tecido erétil, e a ereção natural não retorna caso a prótese seja retirada. Em São Paulo, o Dr. Januário de Souza (CRM|SP 231164 | RQE 101622) faz a avaliação e a discussão da indicação nos consultórios de Pinheiros e do Itaim Bibi.

Revisado por Dr. Januário de Souza — CRM|SP 231164 | RQE 101622 · Última revisão em 03/08/2026.

O que é a prótese peniana e como ela funciona?

Os corpos cavernosos são as duas estruturas que, ao se encherem de sangue, produzem a rigidez peniana. Quando esse mecanismo está definitivamente comprometido, a prótese substitui a função: cilindros são posicionados dentro dos corpos cavernosos e passam a fornecer a rigidez, sem depender do fluxo sanguíneo, de medicação ou de estímulo prévio.

O que a prótese não faz também precisa ficar claro. Ela não altera desejo sexual, não interfere na produção hormonal, não trata ejaculação precoce e não modifica a sensibilidade. É uma solução mecânica para um problema mecânico específico.

Quais são os tipos de prótese?

Prótese maleável (semirrígida)

Cilindros que mantêm rigidez constante e são posicionados manualmente. Mecanismo mais simples, cirurgia menos complexa e custo geralmente menor. Em contrapartida, o pênis permanece rígido, o que exige acomodação sob a roupa.

Prótese inflável

Sistema com cilindros, bomba e reservatório, que permite alternar entre estado flácido e ereto. O resultado é mais próximo do natural em repouso, mas envolve mais componentes, custo mais alto e necessidade de destreza para operar o mecanismo.

Não existe modelo superior em abstrato. A escolha considera condições clínicas, capacidade de manuseio, expectativa do paciente e disponibilidade — e é uma decisão informada, tomada com tempo.

Em que situações o implante é indicado?

  • Disfunção erétil refratária às linhas anteriores de tratamento corretamente conduzidas.
  • Fibrose dos corpos cavernosos, que impede a resposta a qualquer terapia vascular.
  • Sequela de priapismo prolongado, com dano estabelecido do tecido erétil.
  • Doença de Peyronie com deformidade importante associada à disfunção erétil grave.
  • Sequelas de cirurgia pélvica radical, quando não houve recuperação da função erétil.

Antes da indicação, é obrigatório revisar se a causa de base foi de fato tratada. Uma deficiência hormonal não corrigida, um quadro depressivo em curso ou um medicamento com impacto sobre a ereção podem explicar a falha das linhas anteriores — e nesse caso o problema não é a falta de prótese.

Quais são os riscos e as limitações?

É uma decisão praticamente irreversível

O implante exige o preparo do interior dos corpos cavernosos, que ficam permanentemente alterados. Se a prótese for retirada por qualquer motivo, a ereção natural não retorna. Por isso a indicação pressupõe esgotamento consciente das alternativas e consentimento informado detalhado.

  • Infecção do dispositivo, complicação mais temida, com risco maior em pacientes diabéticos descompensados e em reoperações.
  • Falha mecânica ao longo dos anos, que pode exigir nova cirurgia para revisão ou troca.
  • Alteração da percepção de comprimento, motivo frequente de insatisfação quando a expectativa não foi alinhada antes.
  • Complicações cirúrgicas gerais, inerentes a qualquer procedimento com anestesia.

Alinhar expectativa é parte do procedimento, não formalidade. A prótese devolve rigidez sob comando; ela não promete transformar a vida sexual nem corrigir questões de relacionamento ou de desejo.

Como é a avaliação antes da cirurgia?

A avaliação prévia revisa todo o histórico de tratamento da disfunção erétil, confirma que as linhas anteriores foram adequadamente utilizadas e examina as condições clínicas que influenciam o risco cirúrgico, com atenção especial ao controle glicêmico e a focos infecciosos. Em parte dos casos, entra também a avaliação vascular por Doppler peniano e a revisão hormonal descrita na avaliação andrológica completa.

A conversa sobre expectativa envolve, sempre que possível, a parceira ou o parceiro. É comum que a insatisfação posterior tenha origem em algo que nunca foi dito na consulta.

Quando procurar um urologista em São Paulo?

  • Quando nenhuma das opções anteriores funcionou e você quer entender o que resta.
  • Diante de indicação de prótese feita em outro serviço, para uma segunda opinião antes de decidir.
  • Após priapismo prolongado ou cirurgia pélvica com perda da função erétil.
  • Se há curvatura peniana importante associada à dificuldade de ereção.

Esta página tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. A indicação cirúrgica, os riscos e as alternativas dependem de avaliação individual e presencial.

Perguntas frequentes

A prótese peniana é a última opção de tratamento?

É considerada terceira linha. Entra em discussão quando o tratamento oral e as injeções intracavernosas não trouxeram resultado satisfatório, não são toleradas ou não se aplicam ao caso, e após a causa de base ter sido investigada e tratada.

A cirurgia altera a sensibilidade do pênis?

A sensibilidade da pele e da glande costuma ser preservada, porque a prótese atua no mecanismo de rigidez e não nas terminações nervosas responsáveis pela sensação. Orgasmo e ejaculação, quando presentes antes, tendem a se manter.

Existem diferentes tipos de prótese?

Sim. Há modelos maleáveis e modelos infláveis, com diferenças de mecanismo, custo, praticidade de uso e aparência em repouso. A escolha depende das condições clínicas, da destreza manual do paciente e da preferência informada, discutida em consulta.

A prótese peniana pode ser removida depois?

A retirada é tecnicamente possível, mas o implante exige o preparo do interior dos corpos cavernosos, que fica permanentemente modificado. Na prática, isso torna a decisão irreversível: sem a prótese, a ereção natural não retorna.

Quanto tempo dura uma prótese peniana?

São dispositivos duráveis, mas mecânicos, e portanto sujeitos a falha ao longo dos anos, o que pode exigir uma nova cirurgia. Infecção é a complicação mais temida e, quando ocorre, costuma exigir a retirada do dispositivo.

Fontes e referências

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